"Quero fazer uma atividade física, qual é a melhor?"


Você algum dia já se fez este questionamento, ou ainda, o fez a algum profissional da saúde. Saber a atividade dita "ideal" para cada pessoa é uma tarefa difícil, tanto para quem vai praticar, quanto para quem vai indicar.

Esse questionamento tem sido cada vez mais comum na minha prática clínica, "qual atividade devo fazer?", "qual exercício não vou me lesionar?", "quando posso começar/retornar a uma atividade física?".


Primeiro, eu sempre procuro saber qual o objetivo do meu paciente na hora de orientá-lo, seja na hora de indicar um atividade que seguirá paralelo a terapia corporal, seja no pós alta terapêutica. Relaxamento? Condicionamento físico/cardio-vascular? Beleza? Saúde preventiva?


Existe uma atividade certa ou errada? Depende, se você não conhece seu corpo, não conhece seus objetivos e seus limites, você se machucará fazendo uma atividade de alto rendimento ou mesmo relaxamento. Além disso, você pode variar, afinal, tem dias que você precisa de "explosão", mas tem dias que você precisa daquele momento para "ouvir a si mesmo". A melhor atividade física é a que você vai aderir com disciplina e paixão, prazer físico e emocional. E para isso, é importante você entender como seu corpo "funciona", quais os sinais que podem indicar que você está indo além dos seus limites. E mais importante, o seu corpo é a sua "moradia", portanto, tem suas individualidades, sua postura, seus próprios gestos e liberdade, e muitas vezes, bloqueios, por isso, conhecê-lo e cuidá-lo é sempre muito importante.


Sendo assim, minha indicação é sempre "experimente", se permita ter liberdade, se você está bem com seu corpo e sua mente, e conhece o que acontece com ele em cada movimento ou gesto, cabe a você saber o que você gosta, sua preferência é muito importante. Quer dançar? Dance! Quer fazer musculação? Faça! Gosta de pilates? Faça pilates! Quer nadar? Nade! Gosta de pedalar, caminhar ou correr ao ar livre? Ótimo, aproveite!*



O mais importante de tudo é movimentar-se! O movimento precisa ser funcional pra você, pois seu corpo tem limites, respeito-o, portanto, conheça-o! E muita saúde e movimento na sua vida!






*Como eu disse, trata-se de questionamentos feitos na minha prática clínica, com meus pacientes, portanto, há um trabalho corporal prévio, uma construção corporal importante, e essa "conversa" pode precisar esperar algum "momento terapêutico" adequado. Sendo assim, conversar com seu fisioterapeuta, educador físico ou médico é sempre muito importante.

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